12/03/2018

Desafios

Um Tripé de Dificuldades

Como que um povo tão numeroso é relativamente intocado não somente por trabalho missionário como também por esforços para ajuda e desenvolvimento social? Há três razoes inter-relacionadas, um tripé por assim dizer, que faz com que a vida, o trabalho e o ministério no meio dos Pashtuns sejam uma das tarefas mais difíceis, senão a mais difícil, em missões nos dias de hoje. As três razoes inter-relacionadas são o que alguns trabalhadores chamam de tripé do trabalho com os Pashtuns.

1. Língua e Cultura

Primeiramente, sua língua e cultura exigem, em contraste com as línguas e culturas que os rodeiam, tempo para se acostumar. O idioma é de difícil pronúncia e a gramatica complexa; muito mais que o Persa e Urdu falados pelos povos e trabalhadores que habitam em volta dos Pashtuns. A forma como interpretam e aplicam o Islã é também mais extrema do que a dos povos vizinhos. Além disso, a separação de gênero e o tratamento para com as mulheres são mais extremos. Pouquíssimos são os trabalhadores que querem se aventurar neste mundo difícil. Menos ainda os que prosperam e permanecem. Mas espere, tem mais.

2. Condições de Moradia

O “Pashtunistão”, além da combinação de topografia, negligência e a tendência de espantar novos estrangeiros que os queiram ajudar, tem as piores condições de moradia na terra. Saneamento básico e eletricidade são praticamente inexistentes, com exceção das maiores cidades da pátria Pashtun; para não dizer nada a respeito das áreas de saúde e educação. Nas poucas grandes cidades como Kandahar, Peshawar ou Jalalabad, a situação é ligeiramente melhor. Combine esgoto a céu aberto com falta de eletricidade e um calor de praticamente quarenta graus celsius que dura mais de seis meses por ano, e fica fácil ver quão difícil é viver e ministrar a esse povo. Mas espere, tem mais.

3. Zona de Guerra

Qualquer pessoa que esteja vagamente familiarizada com as notícias pode olhar no mapa a região do Afeganistão e Paquistão, observar suas respectivas fronteiras e dizer com precisão: “Este é o lugar mais perigoso do mundo”. E estaria correta. Enquanto estes países desfrutam de relativa estabilidade, as regiões do “Pashtunistão” não tem lei, são áreas de acesso totalmente não recomendável até para cidadãos locais, para não dizer nada quanto a estrangeiros. O “Pashtunistão” é a pátria base e um refúgio para o Talibã e outros grupos insurgentes. Bombardeios, sequestros e outros atos de violência são comuns, assim como as operações militares que tentam contê-los. Viver no “Pashtunistão” é viver em uma zona de guerra.

Com este tripé de dificuldades em ação constante, morar na pátria Pashtun é difícil e caro. Entretanto, trata-se de pessoas amadas por Deus e por quem Cristo morreu. Elas são também, com certa medida de coragem, criatividade e perseverança, um povo bastante alcançável.

Por favor, junte-se a nós em oração fervorosa pelos Pashtuns:

  • Para que Deus envie trabalhadores corajosos e criativos que viverão na terra Pashtun ou nas cidades ao redor.
  • Para que Deus abençoe e acelere os trabalhos de tradução da bíblia Pashtun. (atualmente há poucas passagens que podem ser utilizadas em Pashto e a bíblia como um todo ainda não foi traduzida).
  • Para que a terra Pashtun de tão difícil acesso seja alcançada pelo Evangelho por meio de instrumentos como a rádio, a internet e as mídias sociais.